Maternidade monstruosa em Cornélio Penna

Josalba Fabiana Santos

Resumo


Através da recorrente metáfora do monstro em Fronteira, Dois romances de Nico Horta e Repouso, Cornélio Penna configura, alegoricamente, o estado de violência que o patriarcalismo engendra. Mães potencialmente destrutivas geram seres que as repetem, mas que são diferentes. Portanto, não as reconhecem e com elas não se identificam. Ícone da criação monstruosa, Frankenstein, de Mary Shelley, é produtivo para uma reflexão a respeito da tensão presente entre criador e criatura que torna impossível fixar a monstruosidade num ou noutro. Num universo em constante mutação, também os seres se tornam mutantes, inapreensíveis e irreconhecíveis. Qualquer idéia de fixidez identitária se revela falsa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2317-2096.16.0.147-157

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Direitos autorais 2007 Josalba Fabiana Santos



Aletria: Revista de Estudos de Literatura
ISSN 1679-3749 (impressa) / ISSN 2317-2096 (eletrônica)

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