O crime metafísico em Dostoiévski

Roberto Wu

Resumo


Dostoiévski desenvolve em Crime e castigo uma análise da forma como a intelectualidade russa nos anos de 1860 compreendia a noção de crime, quase sempre sob a tese da determinação social. O niilismo contemporâneo a essa obra, defendida principalmente por Tchernichévski, propõe o desenvolvimento científico como instrumento de solução do males sociais, o que levaria, inevitavelmente, à diminuição e, porventura, à extinção do crime. Aliada à tese do egoísmo racional, uma derivação do utilitarismo clássico, o maior conhecimento científico seria responsável por um autodomínio do sujeito e uma promoção do bem geral. Crime e castigo explora os limites dessas teses niilistas, explorando a profundidade espiritual do indivíduo e suas contradições internas.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2317-2096.20.3.257-266

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Aletria: Revista de Estudos de Literatura
ISSN 1679-3749 (impressa) / ISSN 2317-2096 (eletrônica)

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