GOTTSCHALL, Jonathan. The story telling animal: how stories make us human. Boston,New York: Houghton Mifflin Harcourt, 2012. p. 248.

Marcus Assis Lima

Resumo


O autor é professor de Literatura Americana na Washington & Jefferson College, na Pensilvânia. Esse seu mais recente trabalho procura responder uma pergunta básica: Contar uma estória é apenas uma diversão e um passatempo ou tem alguma função biológica e, portanto, alguma função para espécie humana? Ele parte do princípio que "somos, como espécie, viciados em narrativas. Mesmo quando o corpo vai dormir, a mente continua alerta durante todo o sono, contando estórias a ela mesma" (p.xiv). Gottschall afirma que a mente humana não apenas foi "moldada para a ficção, mas que ela foi moldada pela ficção" (p.56). A "mente narrativa" é viciada em significados. Se ela não consegue encontrar um padrão de significados no mundo, ela irá tentar impor um padrão, ela é como uma fábrica que descarta muitas narrativas verdadeiras quando pode, mas que "também pode fabricar mentiras quando não encontra verdades" (p.103). Ele defende que uma estória de vida seria uma "mitologia pessoal" sobre quem somos - de onde viemos, como chegamos onde chegamos; são quem somos e formam nossa identidade. Em sua linha evolucionista de argumentos, Gottschall acredita que as narrativas, como os organismos biológicos, também evoluem, adaptando-se de acordo com demandas do ambiente. De modo que os seres humanos teriam evoluído para desejarem fortemente as narrativas e esse desejo tem sido um enorme benefício para todos nós: "As narrativas nos dão prazer e instruções. Elas simulam mundos de modo que possamos viver melhor no mundo reeal. Elas nos ajudam a criar laços comunais e a definir nossa cultura. As narrativas foram uma dádiva para nossa espécie" (p.197).


Palavras-chave


Estuodos literarios; Narrativas; Teroia evolucionista

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Referências


GOTTSCHALL, Jonathan. The story telling animal: how stories make us human. Boston,New York: Houghton Mifflin Harcourt, 2012. p. 248.




DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2317-2096.24.1.227-230

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