Determinação de tamanho mínimo de amostra para estimativa da taxa de produção da fala

Verônica Gomes Lima, Pablo Arantes

Resumo


O objetivo do presente trabalho é investigar quanto tempo deve ter uma amostra de fala para que a taxa de produção de fala possa ser considerada representativa da taxa calculada globalmente, isto é, levando em conta toda a duração da amostra. Um total de 8 falantes do português brasileiro foi gravado lendo a passagem “A menina do narizinho arrebitado”, do escritor Monteiro Lobato, que é foneticamente balanceada, isto é, contém pelo menos uma ocorrência dos fonemas do português brasileiro. As gravações foram feitas em três níveis: normal, lenta e rápida. Essas amostras foram analisadas após a segmentação das unidades em vogal a vogal (VV), fones, sílabas e palavras em séries temporais constituídas pelos valores de taxa de articulação e elocução calculadas de forma cumulativa ao longo de amostras de fala com o auxílio da técnica estatística change point analysis (KILLICK e ECKLEY 2014) para encontrar a quantidade de tempo necessário para se estabilizar em torno da taxa produzida por toda a amostra. Os resultados obtidos mostram o tempo médio de estabilização da taxa de articulação em 9.35 segundos e de elocução 8. O tempo médio de estabilização entre os três níveis de taxas (lenta, normal e rápida) tiveram uma diferença entre elas, que são: 7.81 segundos para a lenta, 8.41 para a normal e 11.15 para a rápida.


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Anais do Colóquio Brasileiro de Prosódia da Fala - ISSN 2237-6836