LETRAMENTOS EM PROCESSO: LIVES COMO UM GÊNERO TEXTUAL ACADÊMICO A PARTIR DA PANDEMIA DO COVID-19

Joyce Vieira Fettermann, Clesiane Bindaco Benevenuti, Annabell D. R. Tamariz

Resumo


O presente artigo propõe uma reflexão sobre os letramentos em processo, entendendo que, com a pandemia, tornou-se mais perceptível o quanto as construções e reconstruções de conhecimento acontecem de modo constante, em um movimento que possibilita aos leitores e aprendizes/usuários das tecnologias digitais um constante aprimoramento de suas habilidades para utilizá-las nas diversas atividades. Assim, são selecionadas três páginas do Instagram que têm se dedicado à produção de lives como materiais sobre assuntos de interesse acadêmico, como projetos de extensão, conteúdos sobre produção de artigos e materiais para processos seletivos de mestrado e de doutorado e aulas, além de realização de eventos acadêmicos on-line. As autoras concluem, percebendo que há uma remodelagem, isto é, uma ressignificação das lives, que já existiam e já eram utilizadas antes da pandemia em práticas sociais do cotidiano, mas que, devido à nova realidade, foram configuradas como um gênero textual acadêmico.

Palavras-chave


Letramento digital; Ressignificação; Mídias digitais; Gêneros Textuais; Multiletramentos.

Texto completo:

PDF

Referências


BAKTHIN, M. Estética da Criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.

BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Ministério da Educação. Orientações Curriculares para o Ensino Médio – Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Brasília, 2006.

CAZDEN, C.; COPE, W.; FAIRCLOUTH, N.; GEE, J.; et al. A pedagogy of multiliteracies: designing social futures. In: Harvard Educational Review, 1996. p. 60-93.

FETTERMANN, J. V.; PEREIRA, D. R. M. Multimodalidade e multiletramentos na avaliação da aprendizagem de línguas. In: SOUZA, C. H. M; MANHÃES, F. C.; OLIVEIRA, F. M. Novas tecnologias e interdisciplinaridade: desafios e perspectivas. Campos dos Goytacazes: Brasil Multicultural, 2017.

MARCUSCHI, L. A. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: configuração, dinamicidade e circulação. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio... [et al]. Organização de KARWOSKI, Acir Márcio; GAYDECZKA, Beatriz; BRITO. Gêneros textuais: reflexões e ensino. 4. ed. São Paulo: Parábola, 2011.

MCLUHAN, M. (1962). The Gutenberg Galaxy: the making of typographic man. Toronto, Canada: University of Toronto.

RIBEIRO, A. E.; VECCHIO, P. M. de. Tecnologias Digitais e Escola: reflexões no projeto Aula Aberta durante a pandemia. São Paulo: Parábola Editorial, 2020.

ROJO, R. H. R. Alfabetização e letramentos múltiplos: como alfabetizar letrando? In: RANGEL, E. de O.; ROJO, R. H. R. (Coord.). Língua portuguesa: ensino fundamental. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2010, p. 15-36 (Coleção Explorando o Ensino; v. 19).

SALDANHA, G. C. B. Letramento crítico e o ensino de língua estrangeira via língua-alvo em escolas públicas brasileiras: uma proposta viável? In: OLIVEIRA, S. B.; SÓL, V. S. A. Multiletramentos no ensino de inglês: experiências da escola regular contemporânea. Ouro Preto: Instituto Federal de Minas Gerais, 2016.

SILVA, M. O.; LEITE, N. C. Vozes na sala de aula de língua inglesa: uma experiência com os multiletramentos. In: Multiletramentos no ensino de inglês: experiências da escola regular contemporânea. Ouro Preto: Instituto Federal de Minas Gerais, 2016.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2317-0239 (Eletrônico)

Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.