O DESENVOLVIMENTO DA CRITICIDADE EM AULAS DE LÍNGUA INGLESA POR MEIO DO USO DE MEMES

Kenya Tatiana Frade Morais

Resumo


A era digital tem promovido uma ressignificação nas concepções de texto e nas formas de produzir conhecimento a partir dele. A construção de sentidos não é mais realizada de forma individual, concentrada, objetiva e estável, mas vai de encontro a características da pós-modernidade, tais como colaboração, distribuição, subjetividade e instabilidade, por exemplo (DUBOC, 2011). Tais aspectos são facilmente encontrados num texto multimodal, como o meme, gênero digital este que faz parte do universo dos aprendizes e carrega ideias, pontos de vista, “assuntos considerados polêmicos, envolvendo questões sociais, políticas” (LIMA e CASTRO, 2016, p. 48), assim como “ideologias sociais incorporadas” (GUERREIRO; SOARES, 2016, p. 192). Dessa forma, pensou-se na necessidade de trabalhar a percepção crítica dos educandos de forma que esses possam adotar, diante dos textos que têm acesso, um posicionamento crítico. Tal proposta vai de encontro de documentos oficiais como Lei de Diretrizes e Bases da Educação, Orientações Curriculares para o Ensino Médio, Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, Base Nacional Comum Curricular, e também com diversos autores brasileiros, como Soares (1999), Duboc (2011, 2015), Mattos (2012), Mattos e Valério (2010), Jordão (2013), Monte Mór (2013), dentre outros, que contribuem com a teoria dos novos letramentos e buscam possibilidades ao desenvolvimento da criticidade e cidadania do indivíduo. Assim, considerando que o ensino da língua inglesa na escola deve ser expandido para além do código linguístico, a necessidade do trabalho de LC em atividades de leitura e a emergência de novos gêneros textuais multimodais, como o meme, pode-se considerar que esse gênero ofereça oportunidades para associar o ensino da língua inglesa e promova a percepção crítica dos educandos.

Palavras-chave


língua inglesa; letramento crítico; meme

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ISSN 2317-0239 (Eletrônico)

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