TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR: UM CASAMENTO POSSÍVEL?

Natália Elvira Sperandio

Resumo


O objetivo dessa apresentação é promover uma breve discussão acerca da possibilidade de utilização de atividades que envolvam o contexto tecnológico no ensino superior. Sabemos que muito tem-se discutido sobre a forma pela qual os docentes devem atuar no contexto de ensino aprendizagem atual, enfatizando-se o uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs)nesse ambiente. Diante desse novo contexto, enquanto docente atuante no ensino superior, deparei-me com os dilemas: devo ou não usar tecnologias em minhas práticas pedagógicas? Será que esse uso é possível, no meu caso, no ensino de Língua Portuguesa nos diferentes cursos que atuo? Como fazer o uso dessas TICs? Esses questionamentos permearam por um tempo o meu imaginário. No início tive receio de trazer as TICs para a sala de aula, com medo de não serem bem recebidas pelos alunos, ainda mais pelo fato de na época estar atuando em cursos de outras áreas que não a humanas (Direito, Educação Física e Engenharia Civil). Passado esse momento, procurei informar-me das atuais tecnologias que pudessem me auxiliar, tais como: GoConqr, Socrative, Kahoot, Wix, dentre outras que, em conjunto com práticas das metodologias ativas (sala de aula invertida, PBL, TBL, gamificação) foram extremamente úteis em sala de aula. No início percebi que os alunos tiveram certos receios, em especial, por não dominarem o manejo com os recursos tecnológicos, mas passada essa fase, por meio de um trabalho mais próximo entre mim e eles, pude observar um engajamento maior com os discentes. Destaca aqui o trabalho que fiz com uma de minhas turmas do Direito, em que foi solicitado aos alunos a confecção de um mapa mental na plataforma GoConqr, plataforma bem semelhante ao facebook. Ao solicitar esse trabalho a primeira reação dos meus alunos foi a negação: “não dou conta’, “não conseguirei acessar ou fazer o mapa por aqui”, “muito difícil” e assim por diante. Diante dessas respostas, separei uma aula e levei os alunos a sala de informática, como forma de socializá-los com a plataforma em questão. Impressionante como as reações mudaram após essa aproximação. Alguns saíram maravilhados pelos dispositivos ofertados pela plataforma. Ao final, foram entregues excelentes mapas que contemplavam de forma coerente o conteúdo da disciplina. Outra atividade que gostaria de destacar diz respeito à produção de uma história em quadrinhos pela plataforma pixton. Um trabalho que desenvolvi de forma interdisciplinar com uma docente da área de biologia no curso de enfermagem. Mais uma vez, em um primeiro momento, os alunos não se demonstraram favoráveis ao uso da plataforma, mas depois de conhecê-la passaram a ter uma perspectiva bem diferente, construindo belas histórias em quadrinhos sobre os assuntos trabalhados. Logo, acredito ser sim possível unir linguagem e tecnologia no ensino superior, destacando que essa ligação, esse casamento, por mais percalços que se possam encontrar no início, encaminha a prática pedagógica de forma mais ativa, colocando o aluno no centro do aprendizado, com maior engajamento e interesse.

Link da conferência em podcast: https://eventos.textolivre.org/moodle/mod/forum/discuss.php?d=1240


Palavras-chave


linguagem; tecnologia; ensino

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ISSN 2317-0239 (Eletrônico)

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