Morte e ironia em “A exposição das rosas”, de István Örkény

Leonardo Francisco Soares

Resumo


Estudo da narrativa “A exposição das rosas”, de István Örkény, examinando o tema da morte e a problematização de sua representação. Nascido em 1912 e falecido em 1979, Örkény testemunhou de forma intensa e intrínseca as grandes convulsões que abalaram a Europa no século 20. Longe do panfleto, sua literatura tem como traço marcante a ironia. Na novela analisada, Iron Korom, um jovem e inexperiente diretor, tenta realizar um documentário sobre as horas finais de três pacientes desenganados, com o intuito de, nas suas palavras, ajudar os seus contemporâneos a compreenderem a experiência da morte. A partir do projeto de Korom, o texto de Örkény coloca-­nos diante de um confim: o limite da representação.


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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1982-3053.3.4.47-55

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