Aprendizagem autônoma e WebQuest: experiências de aprendizes pós-graduandos em um ambiente virtual de aprendizagem / Autonomous learning and WebQuest: experiences from postgraduate students in a virtual learning environment

Fernanda Franco Tiraboschi

Resumo


RESUMO: Este trabalho tem como objetivo investigar as experiências de alunos de pós-graduação (professores em formação continuada) com atividades desenvolvidas por meio da ferramenta WebQuest, no intuito de observar indícios de autonomia por parte dos aprendizes pós-graduandos. Este estudo busca, também, observar as eventuais mudanças nas percepções dos alunos quanto ao seu papel de professor de línguas. O enfoque teórico que norteia esta pesquisa abarca as noções do construto autonomia, tanto na perspectiva do aprendiz quanto do professor (BENSON, 1997; 2008; DICKINSON, 1994; MOURA FILHO, 2009; PAIVA, 2005), bem como da WebQuest enquanto um recurso eficiente na aprendizagem (CHRISTIE, 2007; DIAS, 2010; MARCH, 2004). Esta investigação se configura como um estudo de caso. Para a geração dos dados, são utilizadas as respostas de nove participantes a questionários elaborados em um ambiente virtual criado no WIGGIO, bem como a observação da realização das atividades. Os resultados mostram que as atividades propostas por meio da ferramenta WebQuest favorecem a autonomia dos aprendizes pós-graduandos no que tange à construção de conhecimento e, por conseguinte, a mudança significativa de posturas em relação à aprendizagem.

PALAVRAS-CHAVE: aprendizagem autônoma; WebQuest; ensino e aprendizagem de línguas.

 

ABSTRACT: This paper aims at investigating experiences from students (postgraduate teaching apprentices) with activities developed through the WebQuest tool in order to observe traces of autonomy by the post-graduate students. This research also sought to scrutinize possible changes in students' perceptions regarding their role as a language teacher. The theoretical approach that guided this investigation encompassed the notions of autonomy, both from the learner and the teacher´s perspectives (BENSON, 1997; 2008; DICKINSON, 1994; MOURA FILHO, 2009; PAIVA, 2005), as well as the use of WebQuest as an efficient tool for learning (CHRISTIE, 2007; DIAS, 2010; MARCH, 2004). In this case study, data were generated by the observation of the activities' accomplishment and the responses of nine of the participants to a questionnaire designed in the virtual environment. The results showed that the activities proposed through the WebQuest tool provided the postgraduate students with autonomy in the knowledge construction and, therefore, it was possible to notice significant changes in their attitudes in relation to learning.

KEYWORDS: autonomous learning; WebQuest; English teaching and learning.


Palavras-chave


aprendizagem autônoma; WebQuest; ensino e aprendizagem de línguas.

Texto completo:

PDF

Referências


Al-BUSAIDI, S.; BORG, S. Learner Autonomy: English Language Teachers’ Beliefs and Practices. ELT Research Paper, London, v. 12, n. 7, p. 2-50, 2012.

ALMEIDA, W. R. A. Relações de poder no cotidiano escolar: análise e reflexões da relação aluno-escola. Educação Por Escrito, Porto Alegre, v. 5, n. 2, p. 274-285, 2014.

BENSON, P. The philosophy and politics of learner autonomy. In: BENSON, P.; VOLLER, P. (ed.). Autonomy and independence in language learning. London: Longman, 1997. p. 18-34.

BENSON, P. Teachers’ and learners’ perspectives on autonomy. In: LAMB, T.; REINDERS, H. (ed.). Learner and Teacher autonomy: Concepts, reality and responses. Amsterdam: John Benjamin Publishing Company. 2008. p. 15-32.

BLANCHE, P.; MERINO, B.J. Self-assessment of foreign language skills: implications for

teachers and researchers. Language Learning, v. 39, n. 3, p. 313-338, 1989.

DIAS, R. WebQuests no processo de aprendizagem de L2 no meio on-line. In: PAIVA, V. L. M. (org.). Interação e aprendizagem em ambiente virtual. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. p. 359-394.

DIAS, R. WebQuests: Tecnologias, multiletramentos e a formação do professor de inglês para era do ciberespaço. RBLA, Belo Horizonte, aop1212, 2012. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbla/2012nahead/aop1212.pdf. Acesso em: 15 dez. 2018.

DICKINSON, L. Learner autonomy: what, why and how? In: LEFFA, V. J. (ed.). Autonomy in Language Learning. Porto Alegre: Ed. Universidade/ UFRGS, 1994. p. 02-12.

FREEMAN, D.; JOHNSON, K. E. Reconceptualizing the knowledge-base of language teacher education. TESOL Quartely, v. 32, n. 3, p. 397-417, 1998.

FOUCAULT, M. Vigiar e Punir. 40 ed. Petrópolis: Vozes, 2012.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 51. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2015.

CHRISTIE, A. What is a WebQuest? 2007. Disponível em: http://alicechristie.org/edtech/wq/about.html. Acesso em: 08 jan. 2018.

MARCH, T. The Learning Power of WebQuests. Educational Leadership, v. 61, n. 4. p. 42-47. 2004. Disponível em: http://tommarch.com/writings/ascdwebquests. Acesso em: 05 jan. 2018.

MOURA FILHO, A. C. L. O que há em um nome? O estado-da-arte da autonomia na aprendizagem de línguas. Linguagem & Ensino. v. 12, n. 1, p. 253-283, 2009. Disponível em: http://www.rle.ucpel.tche.br/index.php/rle/article/view/104. Acesso em: 10 fev. 2018.

NÓVOA, A. Nota de abertura. In: BARBOSA, M. V. et al (org.). A Boniteza de ensinar e a identidade do professor na contemporaneidade. Campinas: Mercado de Letras, 2015. p. 11-16.

PAIVA, V. L. M. O. Autonomia e complexidade: uma análise de narrativas de aprendizagem. In: FREIRE, M. M; ABRAHÃO, M. H. V; BARCELOS, A. M. F (org.). Linguística Aplicada e Contemporaneidade. Campinas e São Paulo: Pontes e ALAB, 2005. p.135-153.

PAIVA, V. L. M. O.; VIEIRA, L. I. C. A formação do professor e a autonomia na aprendizagem de língua inglesa no ensino básico. Caderno de Resumos, XVIII ENPULI, Fortaleza, 2005. Anais… 2005. Disponível em: http://www.veramenezes.com/enpuli2005.htm. Acesso em 10 jan. 2018.

PAIVA, V. L. M. O. O ensino da língua estrangeira e a questão da autonomia. In: LIMA, D. C. (org.). Ensino e Aprendizagem de Língua Inglesa: conversa com especialistas. São Paulo: Parábola Editorial, 2009. p. 31-38.

OLIVEIRA, E. C. Navegar é preciso! – o uso de recursos tecnológicos para um ensino-aprendizagem significativo de línguas estrangeiras. In: PEREIRA, A. L.; GOTTHEIM, L. (org.). Materiais didáticos para ensino de Iíngua estrangeira: processos de criação e contextos de uso. Campinas, SP: Mercado de letras, 2013, p. 185-214.

SILVA, D. J. de A. Formação de professores de língua para a autonomia: o buraco é mais embaixo. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, v. 52, n. 1, p. 73-92, 2013 Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-18132013000100005. Acesso em: 19 fev. 2018.

SINCLAIR, B. Multiple voices: Negotiating pathways towards teacher and learner autonomy. In: LAMB, T.; REINDERS, H. (ed.). Learner and Teacher autonomy: Concepts, reality and responses. Amsterdam: John Benjamin Publishing Company, 2008, p. 237-266.

WARSCHAUER, M. Computer Assisted Language Learning: An Introduction. In: FOTOS, S. (ed.). Multimedia language teaching. Tokyo: Logos International, 1996. p. 3-20.

WARSCHAUER, M. Digital literacy studies: prospects and progress. In: BAYNHAM, M.; PRINSLOO, M (eds.). The future of literacy studies. Houndmills, Basingstoke, UK: Palgrave Macmillan, 2010. p. 123-140.




DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1983-3652.12.2.%25p

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Texto Livre: Linguagem e Tecnologia
ISSN 1983-3652 (eletrônica)

Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais

Belo Horizonte - Minas Gerais (Brasil)

Licença Creative Commons

Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.