Editorial

Daniervelin Renata Marques Pereira

Resumo


Neste editorial apresentamos o segundo número do volume 12, de 2019. Contamos, nesse número com textos em quatro trilhas ou eixos temáticos: Linguística e Tecnologia, Educação e Tecnologia, Ensino Superior e Tecnologia e Entrevistas. Não temos a intenção de mostrar aqui os resultados a que chegam os autores, mas apenas destacar os objetivos principais de cada texto, de maneira a orientar os leitores quanto ao conteúdo do número atual, diverso por natureza, já que conta com temas variados advindos de pesquisas realizadas no Brasil, no México e na Espanha.

A primeira trilha, “Linguística e Tecnologia”, é aberta com o artigo “Videorresenhas em ambiente digital”, de Flávia Thaís Alves Britto, Williany Miranda da Silva. Nesse texto, as autoras buscam definir o gênero videorresenha, identificando-o a partir de uma descrição estrutural e funcional em canais do YouTube. Em “As tecnologias como ferramentas na educação linguística: a BNCC e a visão dos professores”, Carolina Santos Melo de Andrade, Eliane Marquez da Fonseca Fernandes e Maryá Amaral de Souza analisam as práticas de professores com as tecnologias em relação às orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio no eixo “Códigos, Linguagens e suas tecnologias”. Luciana Chaves Pinheiro, em “Gêneros orais e normas linguísticas: análise de uma proposta de ensino no contexto digital”, analisa um material didático digital em suporte DVD, integrante da coleção (versão professor) “Português Linguagens”, de William Roberto Cereja e Thereza Cochar Magalhães, que apresenta uma proposta de ensino com 14 gêneros orais.

Na trilha “Educação e Tecnologia”, os mexicanos Sandra Delia Faustino Cruz, Maricela López-Ornelas, Javier Organista Sandoval e Sergio Cruz Hernández analisam os atributos tecnológicos e os recursos didáticos do livro digitalizado, de uso obrigatório do 1° ao 6° ano de educação primária no México. Ana Carolina Nascimento Souza Pinto e Vera Menezes, em “A pesquisa em linguagem, tecnologia e ensino de língua inglesa na região norte do Brasil: implicações para a formação de professores”, apresentam uma pesquisa feita em teses e dissertações sobre linguagem, tecnologia e uso de ferramentas digitais no ensino de língua inglesa, produzidas em programas de pós-graduação da Região Norte do Brasil, mostrando um panorama das pesquisas feitas em um período de dez anos. Em “Análisis del efecto de la formación b-learning en el profesorado. Estudio de caso de una cooperativa de enseñanza”, os espanhóis Jesús López Belmonte, Santiago Pozo Sánchez, Arturo Fuentes Cabrera e Gerardo Gómez García buscam conhecer, através de testes, o impacto do projeto INNOVACOOP, destinado a desenvolver competências digitais em docentes. Juliana Prestes de Oliveira, em “TIC e literatura infantil: desafios da prática pedagógica na era digital”, analisa e reflete sobre desafios na implementação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na organização pedagógica de professores de Literatura. Em “Aprendizagem autônoma e WebQuest: experiências de aprendizes pós-graduandos em um ambiente virtual de aprendizagem”, Fernanda Franco Tiraboschi investiga as experiências de alunos de pós-graduação (professores em formação continuada) com atividades desenvolvidas por meio de WebQuest, observando eventuais mudanças nas percepções dos alunos quanto ao seu papel de professor de línguas. Fechando essa trilha, os portugueses Sara Dias-Trindade, José António Moreira e Catarina S. Nunes apresentam um estudo sobre os procedimentos de construção de uma escala de autoavaliação de competências digitais de professores do ensino fundamental e médio de Portugal e as suas qualidades psicométricas.

Na trilha “Ensino Superior e Tecnologia”, começamos com o artigo “Análisis de la implementación de un programa educativo basado en la metodología mobile learning”, dos espanhóis Manuel Francisco Romero Oliva, Rafael Jiménez Fernández e Hugo Heredia Ponce. Eles analisam a repercussão da metodologia m-learning nos processos de nivelação da competência gramatical entre estudantes universitários. Em “Os quatro grandes desafios ao modelo de Ciência Aberta: (des)acreditação, informalidade, comodificação e predação”, o português Tiago Lima Quintanilha apresenta e questiona os desafios que a Ciência Aberta passou a enfrentar no início do novo milênio.

Para fechar o número, trazemos uma entrevista dada por Eric Aislan Antonelo a Tacia Rocha. O entrevistado é cientista da computação com mestrado em Engenharia de Sistemas de Computação, na linha de pesquisa “Sistemas Inteligentes”, pela Universidade de Halmstad, na Suécia, e doutorado em Ciência da Computação pela Universidade de Ghent, na Bélgica, e esclarece várias questões sobre Inteligência Artificial na contemporaneidade, especialmente no que diz respeito a educação e trabalho.

Desejamos a todos uma excelente leitura!


Palavras-chave


editorial 2019

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1983-3652.12.2.i-ii

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Texto Livre: Linguagem e Tecnologia
ISSN 1983-3652 (eletrônica)

Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais

Belo Horizonte - Minas Gerais (Brasil)

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