Editorial – V. 7. N. 2

Daniervelin Renata Marques Pereira

Resumo


A revista Texto Livre: Linguagem e Tecnologia traz à luz seu número da primavera de 2014 – volume 7, número 2 –, buscando manter sua periodicidade e receber contribuições de autores brasileiros e estrangeiros nas linhas Linguística e Tecnologia, Educação e Tecnologia, Comunicação e Tecnologia e Cadernos do STIS. Destacam-se nesta edição questões de inclusão pelos recursos tecnológicos livres, especialmente tendo em vista os multiletramentos, isto é, a multiplicidade de linguagens e mídias nos textos contemporâneos e a multiculturalidade e diversidade cultural.

Elidéa Lúcia Almeida Bernardino, Giselli Mara da Silva, Rosana Passos e Letícia Capelão de Souza, da Universidade Federal de Minas Gerais, abrem esta edição com o artigo “O ensino de libras na UFMG: uma experiência mais que virtual”, em que relatam e discutem a experiência de implantação e construção da proposta pedagógica do curso de Libras na UFMG. Julie Coiro, da University of Rhode Island, compartilha conosco suas reflexões sobre leitura online, descortinando os desafios sobre a compreensão da leitura online pela perspectiva dos novos letramentos. Em “Anotação morfológica automática de corpus de língua falada: desafios ao Aelius”, Gabriel de Ávila Othero e Mônica Rigo Ayres, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, apresentam a ferramenta de anotação automática, o processo de análise morfossintática automática efetuada pelo anotador, o trabalho de revisão manual da etiquetagem automática e as sugestões de melhorias para tratar especificamente de aspectos da oralidade. Benedito Fernando Pereira, da Universidade do Vale do Sapucaí, publica o artigo “'Vem pra rua': o político e a política em rede”, em que faz uma análise discursiva dos enunciados “vem pra rua” e “somos a rede social”, que estiveram presentes em faixas e cartazes nos protestos de rua no Brasil em 2013.

Elaine Teixeira da Silva, da Universidade Candido Mendes, demonstra que o Facebook apresenta características da EaD e, portanto, pode ser considerado um instrumento adicional disponível para essa modalidade de ensino no texto “O ensino de língua espanhola mediado pelas novas tecnologias: da sala de aula ao Facebook”. Elizabeth Guzzo de Almeida e Renata de Souza Lima, da Universidade Federal de Minas Gerais, se propõem a apresentar o percurso de elaboração de uma sequência didática criada para fomentar os letramentos digitais de alunos do Ensino Fundamental II nas aulas de espanhol no artigo “Letramentos digitais e uma sequência didática para o ensino de espanhol”. Em “Programar é bom para as crianças? Uma visão crítica sobre o ensino de programação nas escolas”, Wendell Bento Geraldes, do Instituto Federal de Goiás, apresenta reflexões sobre o ensino de programação nas escolas e os impactos positivo e negativo dessa prática nos dias atuais. Diego Agustín Moreiras, da Universidad Nacional de Córdoba, em língua espanhola, contribui com o artigo “Fotografía en investigación educativa. Experiencias y discusiones en torno a una estrategia metodológica”, em que discute os usos que diferentes projetos fazem da fotografia como parte de suas construções metodológicas. Em “A educação de Surdos e a Robótica Pedagógica Livre”, Danilo Rodrigues César, da Universidade Federal de Uberlândia, e Rafaela Santos de Souza, da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) – Salvador/BA, propõem uma ação educativa baseada em kits didáticos para robótica, desenvolvidos com materiais de baixo custo e/ou sucatas tecnológicas-eletroeletrônicas.

Jefferson Cabral Azevedo, da Universidade Estadual Norte Fluminense, Giovane do Nascimento e Carlos Henrique Medeiros de Souza, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, no artigo “Ciberdependência: o papel das emoções na dependência de tecnologias digitais”, abordam a dependência de tecnologias digitais e as influências dos mecanismos motivacionais e emocionais sobre a aprendizagem de comportamentos compulsivos. Vanda Maria Sousa, da Universidade Lusíada de Lisboa, em “Big Brother is watching you! Ser ou não ser online... Ou a tela como a nossa morada tecnológica”, nos instiga com a seguinte questão: de que forma as telas se interpõem entre o sujeito e a realidade, no contexto das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, em particular no caso das telas da televisão (no formato do Reality Show) e das telas de computador (na profusão das Redes Sociais)?

Fechando esta edição, Margareth de Souza Freitas Thomopoulos, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, publica o artigo “Reflexões sobre o papel da escrita como ferramenta diagnóstica e reintegrativa de sujeitos com problemas cognitivos e a formação linguística dos profissionais da área: para uma legítima inclusão”, discutindo o papel da escrita no diagnóstico diferencial de afasias motoras e apraxias, bem como o seu uso como recurso de preservação/resgate da subjetividade de indivíduos com comprometimentos cognitivos diversos.

Finalizamos este editorial desejando uma leitura proveitosa a todos os leitores da Texto Livre.

Daniervelin Renata Marques Pereira



DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1983-3652.7.2.1

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Texto Livre: Linguagem e Tecnologia
ISSN 1983-3652 (eletrônica)

Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais

Belo Horizonte - Minas Gerais (Brasil)

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