Manuel Gusmão – brevíssimo retrato em forma de alfabeto

Rosa Maria Martelo

Resumo


Todas as grandes obras poéticas propõem uma constelação vocabular que está directamente associada à singularidade de uma poiesis pessoal. Os poemas fazem funcionar essas palavras como instrumentos heurísticos, em correlações muito particulares. É nesse sentido que promessa, chama, barbárie ou écran são palavras de Manuel Gusmão. Sem deixarem de pertencer a uma língua comum e partilhada com o leitor, estes termos ganham, no contexto da sua obra, uma luz própria porque desenham um mapa conceptual particular. O que dizem tais constelações vocabulares nunca é parafraseável, pois tais palavras são como impressões digitais, operadores de um pensamento para o qual a matéria linguística nunca é irrelevante ou exterior ao processo de pensar e conhecer. Analisando este tipo de vocabulário, tentaremos compreender de que modo singularidade e alteridade se articulam na escrita de Manuel Gusmão.

Palavras-chave


Manuel Gusmão; poesia e pensamento; poesia e paixão; poesia e resistência; poesia e política

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2359-0076.35.53.11-24

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Revista do Centro de Estudos Portugueses
ISSN 1676-515X (impressa) / ISSN 2359-0076 (eletrônica)

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