'Meu tio o Iauaretê' e a experiência abissal

Josué Borges de Araújo Godinho

Resumo


Este texto busca formular perguntas e problematizar
a natureza da violência que se encena no conto “Meu tio o
Iauaretê”, de João Guimarães Rosa. Neste conto há um tipo
de violência que está na ordem do absurdo, destituída de
razão ou explicação aparentes. A violência que ali se encena,
pela absurdidade e pela carência de fundo e razão, não
parece admitir da crítica respostas satisfatórias, abalando,
inclusive, os conceitos de representação e de representação
da violência. “Meu tio o Iauaretê”, questionando as bases de
qualquer racionalidade, se insere na ordem de uma violência
crua e desprovida de sentidos, impactante por sua carência
de motivações aparentes além da dissolução de limites entre
o humano e o animal – espécie de monstruosidade – e por
sua esteriliadde. Interessa-nos a experiência abissal dessa
violência que não se deixa reduzir e que mesmo depois do
fim da fala dissemina-se para além do texto, incômoda e
renitente. Tal leitura terá apoio teórico, principalmente, de
Jacques Derrida.

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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1982-0739.20.2.31-40

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Em Tese
ISSN 1415-594X (impressa) / ISSN 1982-0739 (eletrônica)


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