Um retrato da guerra e do estado de exceção no romance "Um homem: Klaus Klump"

Maria Isabel Bordini

Resumo


O presente artigo faz uma análise da figuração da guerra no romance Um homem: Klaus Klump, do escritor português Gonçalo M. Tavares. Procura-se delinear como a guerra encontra aí um tratamento ambivalente, sendo simultaneamente tomada como fenômeno da natureza, que foge ao controle da vontade e da razão, e como fenômeno histórico e especificamente humano, que manifesta a capacidade humana de inovar e modificar a natureza. Toma-se como eixo da análise a trajetória do personagem Klaus Klump, sobre o qual a guerra tem um impacto revolucionário. Por fim, sugere-se uma possibilidade de leitura para tal ambivalência, considerando-se a guerra e o estado de exceção por ela instaurado como uma imagem para a dupla potencialidade que a transformação operada pelo ser humano sobre a natureza acarreta: por um lado, a construção de um mundo permanente e habitável; por outro, o exercício indiscriminado e destruidor da força e do domínio.

PALAVRAS-CHAVE: guerra, poder, violência


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DOI: http://dx.doi.org/10.17851/1982-0739.20.2.68-78

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Em Tese
ISSN 1415-594X (impressa) / ISSN 1982-0739 (eletrônica)


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