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Revista sobre Futebol, Linguagem, Artes e outros Esportes

 

Este periódico eletrônico de fluxo contínuo, quadrimestral, tem o objetivo de atender às demandas crescentes de publicações de pesquisas sobre o esporte relacionadas aos estudos da linguagem e cultura, das ciências humanas, artes e mídias e do lazer.

A FuLiA / UFMG aceita submissões, preferencialmente de doutores, de artigos e ensaios para as seções Dossiê e Paralelas, além de textos para as seções Resenha, Entrevista e Tradução/Edição.

A revista conta ainda com a seção Poética, sob a responsabilidade dos editores, que pretende publicar áudios, imagens, vídeos e textos artísticos em diálogo com o dossiê temático. 

Serão aceitos textos em português, espanhol, inglês, francês, italiano e alemão

A revista está vinculada ao Núcleo de Estudos sobre Futebol, Linguagem e Artes (FULIA), fundado em 2010, da Faculdade de Letras da UFMG. 

Avaliação provisória Qualis-Capes (2019): A4.

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 5, n. 2 (2020): submissão até 20 de junho de 2020.

 

ESTÁDIOS DE FUTEBOL: POLÍTICAS E USOS – Homenagem a Gilmar Mascarenhas

 

Do que estamos falando quando o assunto é estádios de futebol? No plano operacional e urbanístico, um edifício especificamente erigido para acolher espetáculos visando grandes audiências, dotado de expressiva centralidade física e simbólica. Mas também espaço vivido e lugar de referência, alimentando o sentido de pertencimento e a constante fabricação de identidades grupais. Estádios são memória acumulada, vivida coletivamente.

Subvertendo sua funcionalidade precípua, as camadas populares se apropriaram historicamente do equipamento, reinventando-o. O rico movimento de apropriação do estádio faz dele um espaço-tempo singular na reprodução social da cidade.

Todavia, o estádio contemporâneo se vê crescentemente submetido aos implacáveis princípios do gerenciamento técnico-empresarial, promovendo exclusão dos mais pobres e reduzindo sua potência criativa. O Brasil possui quase oitocentos estádios, universo dotado de imensa heterogeneidade contida nos mais variados aspectos: arquitetônico (porte físico, formato e capacidade de público), locacional, econômico, funcional e simbólico. E persistem muitos estádios à margem do processo de “arenização”.

O dossiê Estádios de Futebol: políticas e usos pretende reunir reflexões de pesquisadores em torno deste equipamento, seus usos, formas e significados. Um espaço em constante disputa: em construção.

Este Dossiê foi idealizado pelo professor Gilmar Mascarenhas e a decisão por sua continuidade é uma forma de prestar uma homenagem ao querido amigo e professor.

 

FOOTBALL STADIUMS: POLICIES AND USES

What are we talking about when it comes to football stadiums? In operational and urban planning, a building specifically erected to host spectacles aimed at large audiences, endowed with expressive physical and symbolic centrality. But also lived space and place of reference, fueling the sense of belonging and the constant fabrication of group identities. Stadiums are accumulated memory, lived collectively.

Subverting its primary functionality, the popular layers historically appropriated the equipment, reinventing it. The rich movement of appropriation of the stadium makes it a unique space-time in the social reproduction of the city.

However, the contemporary stage is increasingly subject to the ruthless principles of technical-business management, promoting exclusion of the poorest and reducing their creative power. Brazil has almost eight hundred stages, a universe endowed with immense heterogeneity contained in the most varied aspects: architectural (physical size, format and capacity of the public), locational, economic, functional and symbolic. And many stages remain outside the sand-blasting process.

The Football Stadium: policies and uses dossier aims to gather reflections of researchers around this equipment, its uses, forms and meanings. A space in constant dispute: under construction.

This Dossier was idealized by the researcher and geography professor Gilmar Mascarenhas and the decision for its continuity is a way to honor the dear friend and teacher.

 

Organizadores: Arlei Damo (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - UFRGS); Sérgio Settani Giglio (Educação Física - UNICAMP).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 5, n. 3 (2020): submissão até 15 de outubro de 2020.

 

O ESPORTE E SUAS REPRESENTAÇÕES NAS ARTES E CIÊNCIAS HUMANAS NO BRASIL E EM MOÇAMBIQUE

Imagem: Selos de Moçambique (Web).

 

O esporte foi e ainda é uma questão política num sentido positivo e negativo. A sua profissionalização nas primeiras décadas do século XX fez com que certas barreiras de classe, gênero e “raça” se rompessem, funcionando como um instrumento de protesto e de resistência política. Regimes autoritários, geralmente, não mediram esforços em instrumentalizar e ideologizar a prática esportiva, quase sempre por um viés “masculino”.

Sendo assim, desde o surgimento da era moderna do esporte (1896), os comitês responsáveis vêm se orientando pela nacionalidade e pelo gênero dos(as) atletas para organizarem suas competições, como se a divisão entre países, homens e mulheres fosse algo “natural”.

Ao enfocar o universo moçambicano e brasileiro, marcado por intenso entusiasmo pelos desportos, surgem movimentos muito interessantes sobre as narrativas de gênero, nação, sociedade e cultura, evidenciadas pelas representações nos campos da linguagem, da cultura popular, da mídia e das artes e ciências humanas, onde os “jogos de poder” igualmente se manifestam e se digladiam.

Serão bem-vindas contribuições de estudos que reflitam sobre a relação entre nacionalidade e gênero no esporte, bem como suas representações, a partir de uma perspectiva específica e interdisciplinar – culturalista, linguística e social.


NATION AND GENDER IN SPORTS AND THEIR REPRESENTATIONS IN THE ARTS AND HUMAN SCIENCES IN BRAZIL AND MOZAMBIQUE

The sport was and still is a political issue in a positive and negative sense. Its professionalization in the first decades of the twentieth century caused certain barriers of class, gender and "race" to break down, functioning as an instrument of protest and political resistance. Authoritarian regimes generally did not go to great lengths to instrumentalize and ideologize the sport practice, almost always by a "masculine" bias.

Since the beginning of the modern era of sport (1896), the responsible committees have been guided by the nationality and gender of the athletes to organize their competitions, as if the division between countries, men and women was something "natural".

Focusing on the Mozambican and Brazilian universe, marked by intense enthusiasm for sports, very interesting movements emerge about the narratives of gender, nation, society and culture, evidenced by representations in the fields of language, popular culture, media and arts and sciences where "power plays" are also manifested and contradicted.

Contributions from studies reflecting the relationship between nationality and gender in sport, as well as their representations, will be welcomed from a specific and interdisciplinary perspective - cultural, linguistic and social.

 

Coorganizadores: Elídio Nhamona (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique); Gustavo Cerqueira Guimarães (Universidade Eduardo Mondlane).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 6, n. 1 (2021): submissão até 15 de dezembro de 2020.

 

(AUTO)BIOGRAFIAS DO MUNDO DO FUTEBOL (título provisório)

ImagemFuLiA / UFMG.

 

Chamada em elaboração.

 

Coorganizadores: Francisco Pinheiro (Universidade de Coimbra); Marcelino Rodrigues da Silva (Faculdade de Letras - UFMG).

 

 
Publicado: 2019-06-26
 

CHAMADA v. 6, n. 2 (2021): submissão até fevereiro de 2021.

 

MANIFESTAÇÕES POPULARES: CARNAVAL E FUTEBOL (título provisório)

Imagem: Amaury Veloso (blog).

 

Chamada em elaboração.

 

Coorganizadores: Bernardo Borges Buarque de Hollanda (Escola de Ciências Sociais - FGV); Gustavo Cerqueira Guimarães (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique).

 

 
Publicado: 2019-06-26