FuLiA / UFMG

Notícias

 

CHAMADA v. 4, n. 2 (2019): submissão até 21 de abril de 2019.

 

FUTEBOL E MULHERES

Imagem: Daniel Kfouri (cedida para o Guerreiras Project).

 

É muito comum em nosso cotidiano referirmos o Brasil como país do futebol. No entanto, uma parte dessa história ficou esquecida. Por quase quatro décadas, as mulheres foram oficialmente proibidas de jogar bola (1941-1979) e a regulamentação do futebol feminino aconteceu apenas no ano de 1983. Tal interdição retardou o desenvolvimento da modalidade cujas consequências ainda hoje se fazem notar tais como a falta de profissionalização, visibilidade e reconhecimento. O dossiê Futebol e mulheres pretende reunir textos que analisam a presença das mulheres no futebol em suas diferentes manifestações (rendimento, lazer, escolar, artística, etc.) e ocupações (jogadoras, árbitras, técnicas, torcedoras, escritoras, artistas, jornalistas, gestoras, etc.). Pretende, ainda, evidenciar que apesar das dificuldades encontradas, as mulheres se fazem presentes neste esporte e por meio dele exercem atividades profissionais, de lazer, de sociabilidade, de educação e de empoderamento.

 

FOOTBALL AND WOMEN

It is very common in our daily life to refer to Brazil as a country of football. However, a part of this story has been forgotten. For almost four decades, women were officially banned from playing football (1941-1979) and the regulation of women's football took place only in 1983. Such a ban delayed the development of the modality whose consequences still stand out today, such as the lack of professionalization, visibility and recognition. The Football and Women dossier intends to gather texts that analyze the presence of women in football in their different manifestations (income, leisure, school, arts, etc.) and occupations (players, referees, techniques, fans, writers, artists, journalists, etc.). It also intends to show that despite the difficulties encountered, women are present in this sport and through it they carry out professional activities, leisure, sociability, education and empowerment.

 

Organizadora: Silvana Vilodre Goellner (Escola Superior de Educação Física, Departamento de Desportos - UFRGS).

 

 
Publicado: 2019-03-07
 

CHAMADA v. 4, n. 3 (2019): submissão até 1º de agosto de 2019.

 

ESTÁDIOS DE FUTEBOL: POLÍTICAS E USOS

Imagem: https://www.gazetapress.com/.

 

Do que estamos falando quando o assunto é estádios de futebol? No plano operacional e urbanístico, um edifício especificamente erigido para acolher espetáculos visando grandes audiências, dotado de expressiva centralidade física e simbólica. Mas também espaço vivido e lugar de referência, alimentando o sentido de pertencimento e a constante fabricação de identidades grupais. Estádios são memória acumulada, vivida coletivamente.

Subvertendo sua funcionalidade precípua, as camadas populares se apropriaram historicamente do equipamento, reinventando-o. O rico movimento de apropriação do estádio faz dele um espaço-tempo singular na reprodução social da cidade.

Todavia, o estádio contemporâneo se vê crescentemente submetido aos implacáveis princípios do gerenciamento técnico-empresarial, promovendo exclusão dos mais pobres e reduzindo sua potência criativa. O Brasil possui quase oitocentos estádios, universo dotado de imensa heterogeneidade contida nos mais variados aspectos: arquitetônico (porte físico, formato e capacidade de público), locacional, econômico, funcional e simbólico. E persistem muitos estádios à margem do processo de “arenização”.

O dossiê Estádios de Futebol: políticas e usos pretende reunir reflexões de pesquisadores em torno deste equipamento, seus usos, formas e significados. Um espaço em constante disputa: em construção.


FOOTBALL STADIUMS: POLICIES AND USES

What are we talking about when it comes to football stadiums? In operational and urban planning, a building specifically erected to host spectacles aimed at large audiences, endowed with expressive physical and symbolic centrality. But also lived space and place of reference, fueling the sense of belonging and the constant fabrication of group identities. Stadiums are accumulated memory, lived collectively.

Subverting its primary functionality, the popular layers historically appropriated the equipment, reinventing it. The rich movement of appropriation of the stadium makes it a unique space-time in the social reproduction of the city.

However, the contemporary stage is increasingly subject to the ruthless principles of technical-business management, promoting exclusion of the poorest and reducing their creative power. Brazil has almost eight hundred stages, a universe endowed with immense heterogeneity contained in the most varied aspects: architectural (physical size, format and capacity of the public), locational, economic, functional and symbolic. And many stages remain outside the sand-blasting process.

The Football Stadium: policies and uses dossier aims to gather reflections of researchers around this equipment, its uses, forms and meanings. A space in constant dispute: under construction.

 

Organizador: Gilmar Mascarenhas (Instituto de Geografia - UERJ).

 

 
Publicado: 2019-03-07
 

CHAMADA v. 5, n. 1 (2020): submissão até 1º de março de 2020.

 

NAÇÃO E GÊNERO NOS ESPORTES E SUAS REPRESENTAÇÕES NAS ARTES E CIÊNCIAS HUMANAS NO BRASIL E EM MOÇAMBIQUE

Imagem: Selos de Moçambique (Web).

 

O esporte foi e ainda é uma questão política num sentido positivo e negativo. A sua profissionalização nas primeiras décadas do século XX fez com que certas barreiras de classe, gênero e “raça” se rompessem, funcionando como um instrumento de protesto e de resistência política. Regimes autoritários, geralmente, não mediram esforços em instrumentalizar e ideologizar a prática esportiva, quase sempre por um viés “masculino”.

Sendo assim, desde o surgimento da era moderna do esporte (1896), os comitês responsáveis vêm se orientando pela nacionalidade e pelo gênero dos(as) atletas para organizarem suas competições, como se a divisão entre países, homens e mulheres fosse algo “natural”.

Ao enfocar o universo moçambicano e brasileiro, marcado por intenso entusiasmo pelos desportos, surgem movimentos muito interessantes sobre as narrativas de gênero, nação, sociedade e cultura, evidenciadas pelas representações nos campos da linguagem, da cultura popular, da mídia e das artes e ciências humanas, onde os “jogos de poder” igualmente se manifestam e se digladiam.

Serão bem-vindas contribuições de estudos que reflitam sobre a relação entre nacionalidade e gênero no esporte, bem como suas representações, a partir de uma perspectiva específica e interdisciplinar – culturalista, linguística e social.


NATION AND GENDER IN SPORTS AND THEIR REPRESENTATIONS IN THE ARTS AND HUMAN SCIENCES IN BRAZIL AND MOZAMBIQUE

The sport was and still is a political issue in a positive and negative sense. Its professionalization in the first decades of the twentieth century caused certain barriers of class, gender and "race" to break down, functioning as an instrument of protest and political resistance. Authoritarian regimes generally did not go to great lengths to instrumentalize and ideologize the sport practice, almost always by a "masculine" bias.

Since the beginning of the modern era of sport (1896), the responsible committees have been guided by the nationality and gender of the athletes to organize their competitions, as if the division between countries, men and women was something "natural".

Focusing on the Mozambican and Brazilian universe, marked by intense enthusiasm for sports, very interesting movements emerge about the narratives of gender, nation, society and culture, evidenced by representations in the fields of language, popular culture, media and arts and sciences where "power plays" are also manifested and contradicted.

Contributions from studies reflecting the relationship between nationality and gender in sport, as well as their representations, will be welcomed from a specific and interdisciplinary perspective - cultural, linguistic and social.

 

Coorganizador(es): Gustavo Cerqueira Guimarães [et al].


 
Publicado: 2019-03-07
 

CHAMADA v. 5, n. 2 (2020): submissão até 1º de maio de 2020.

 

FUTEBOL E POLÍTICA: TRANSCULTURAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO NO MUNDO DA LÍNGUA PORTUGUESA

Imagem do moçambicano Eusébio (Web).


A espacialidade do mundo de língua portuguesa, suas fronteiras e passagens, possibilita associações com a cultura, a história e a dimensão política do futebol. Afinal, o futebol é um jogo do espaço e de espaços, cuja concretude no próprio jogo ascende ao plano metafórico (“a profundidade do espaço”, “estreitar espaços”, “ocupar espaços” etc.).

A partir desse ponto de vista evidenciam-se de maneira patente os significados simbólicos e discursivos, que partem dos relvados e são projetados ou assimilados pela sociedade. Isso começa com o estádio enquanto espaço de encontro e de segregação, atende às possibilidades complexas do espaço midiático e, hoje em dia, conduz quase que imediatamente ao espaço virtual. O futebol, por sua relevância social e por sua carga simbólica, pode ser ele próprio um lugar de memória ou produzir tais lugares de memória, ele é o campo de disputa para utopias e distopias, atravessa ou estabiliza fronteiras com sua significativa atuação, dependendo de como é politicamente empregado, usado e até mesmo manipulado.

O lendário Eusébio (1942-2014) foi um exemplo ideal do jogador modelo do regime colonial salazarista, mas, ao mesmo tempo, foi também propulsor da valorização e da elevação de auto-estima das colônias portuguesas em África. Além disso, alguns nomes importantes nos movimentos de independência africanos, como o do político de Guiné-Bissau, Amilcar Cabral (1924-1973), mantinham laços estreitos com o meio futebolístico em seus países de origem.

A transculturação em si já significa transformação dos atores e de forças envolvidas e, ao mesmo tempo, representa uma das forças mais poderosas de mudança social. Nesse sentido, o futebol no mundo de língua portuguesa é um excelente exemplo dos mais diversos e variados processos de transculturação no passado e no presente. O jogo com a bola de couro era uma atividade de lazer das elites coloniais ou neocoloniais e, ao mesmo tempo, uma forma de auto-afirmação e de libertação de povos e grupos populacionais oprimidos, marginalizados e discriminados. O futebol tornou-se instrumento de luta a favor e contra as demarcações sociais e, sobretudo, étnicas, bem como meio de afirmação de construções identitárias “híbridas”.

No Brasil, em Portugal e nos países africanos de língua portuguesa, o futebol é um elemento central da cultura popular há décadas e tem uma capacidade elevada de evocar o sentimento de identidade.

A revista FuLiA / UFMG convida pesquisadores a examinar essa densidade e complexidade do futebol, que o torna um motor, um meio e também um objeto de transculturação e de transformação. Serão muito bem-vindas contribuições sobre os desenvolvimentos históricos e atuais do futebol, de suas culturas e de sua representação discursiva no ou entre diferentes âmbitos do mundo lusófono. 

 

FUßBALL UND POLITIK: TRANSKULTURATION UND TRANSFORMATION IN DER PORTUGIESISCHSPRACHIGEN WELT

Die dem 13. Deutschen Lusitanistentag als Thema überschriebene Arealität der portugiesischsprachigen Welt, ihre Grenzen und Übergänge, ermöglicht unmittelbare Übergänge zur Kultur, Geschichte sowie sozio-politischen Dimension des Fußballs. Fußball ist ein Spiel des Raums und der Räume, deren Konkretheit bereits im Spiel selbst ins Metaphorische erhöht wird („die Tiefe des Raumes“, „die Räume eng machen“, „in die Räume gehen“ usw.). Von dort aus erschließen sich auf sehr anschauliche Weise die symbolischen und diskursiven Bedeutungen, die vom grünen Rasen aus in die Gesellschaft eingespeist oder von dort aus projiziert werden. Das beginnt mit dem Stadion als Raum der Begegnung und Segregation, erfüllt die komplexen Möglichkeiten des medialen Raums und führt heutzutage fast übergangslos bis in den virtuellen Raum. Der gesellschaftlich relevante und symbolisch aufgeladene Fußball kann selbst Erinnerungsort sein oder solche Erinnerungsorte hervorbringen, er ist Spielfeld für Utopien und Dystopien, überschreitet mit seiner Bedeutungsarbeit Grenzen oder verstetigt sie, je nachdem, wie er politisch eingesetzt, genutzt, ja manipuliert wird. Der legendäre Eusébio (1942-2014) war ein idealer Vorzeigespieler des spätkolonialistischen Salazarregimes, zugleich aber Vorreiter für die Aufwertung und das Selbstwertgefühl in den afrikanischen Kolonien Portugals. Außerdem hatten einige bedeutende Namen der afrikanischen Unabhängigkeitssbewegungen, wie etwa des guinea-bissauischer Politikers Amilcar Cabral (1924- 1973), enge Beziehungen zum Fußballmilieu in ihren Heimatländern. Transkulturation ist selbst bereits Transformation der beteiligten Akteure und Kräfte, zugleich eine der wirkmächtigsten Kräfte des gesellschaftlichen Wandels. In diesem Sinne bildet der Fußball in der portugiesischsprachigen Welt ein hervorragendes Beispiel für die vielfältigsten und vielgestaltigsten Transkulturationsprozesse in Vergangenheit und Gegenwart. Das Spiel mit dem runden Leder war elitäre Freizeitbeschäftigung kolonialer oder neokolonialer Eliten und zugleich Form der Selbstbehauptung und Befreiung unterdrückter, marginalisierter, diskriminierter Völker und Bevölkerungsgruppen. Fußball wurde zum Instrument des Kampfes für und wider soziale wie vor allem auch ethnische Grenzziehungen, zugleich auch zum Mittel der Affirmation „hybrider“ Identitätskonstruktionen. In Brasilien, Portugal sowie in den luso-afrikanischen Ländern ist der Fußball seit Jahrzehnten zentrales Element der Populärkultur und hochgradig identitätsstiftend. In unserer Sektion wollen wir diese Vielschichtigkeit und Komplexität des Fußballs untersuchen, die ihn zu einem Motor, Mittel und auch Gegenstand der Transkulturation sowie der Transformation machen. Beiträge zu historischen wie aktuellen Entwicklungen des Fußballs, seiner Kulturen und diskursiven Repräsentation in oder zwischen verschiedenen Bereichen der portugiesischsprachigen Welt oder darüber hinaus sind herzlich willkommen.

 

Organizadores: Marcel Vejmelka (Universidade de Mainz, Alemanha); Elcio Cornelsen (UFMG, Brasil)

 

 
Publicado: 2019-03-07
 

CHAMADA v. 5, n. 3 (2020): submissão até 1º de agosto de 2020.

 


(AUTO)BIOGRAFIAS DO MUNDO DO FUTEBOL (título provisório)

Imagem: FuLiA / UFMG.

 

Chamada em elaboração.

 

Coorganizadores: Francisco Pinheiro (Universidade de Coimbra); Marcelino Rodrigues da Silva (Faculdade de Letras - UFMG).

 

 
Publicado: 2019-02-09
 

CHAMADA v. 5, n. 4 (2020) - Edição Especial: submissão até 13 de abril de 2020 (Semana Santa).

 


MANIFESTAÇÕES POPULARES: CARNAVAL E FUTEBOL (título provisório)

Imagem: Amaury Veloso (blog).

 

Chamada em elaboração.

 

Coorganizadores: Bernardo Borges Buarque de Hollanda (Escola de Ciências Sociais - FGV); Gustavo Cerqueira Guimarães (FULIA - UFMG).

 

 
Publicado: 2019-02-09
 
Outras notícias...

v. 3, n. 2 (2018): Sobre Copas do Mundo...


Capa da revista

Organizadores: Gustavo Cerqueira Guimarães (Faculdade de Letras - UFMG); Marcus Vinícius Costa Lage (FAFICH/História - UFMG); Thiago Carlos Costa (EEFFTO/Estudos do Lazer - UFMG)

Imagem: Duke (Brasil)